Written on segunda-feira, janeiro 10, 2011 by Maria
Não é palhaçada. Serio que não.
Acho que isto só reflecte, o mundinho perigoso e difícil da alta sociedade, especialmente, o relacionado com a moda. Como é óbvio, sendo eu uma simples anónima, não conhecia Carlos Castro de lado nenhum, mas li coisas que ele escreveu e a única opinião que sempre tive dele, é que era má pessoa. Não se importava de enxovalhar a primeira pessoa que lhe aparecesse à frente, de humilhar e de criar conflitos.
Uma pessoa que fazia disto a sua vida, não merecia ser feliz, é duro, mas é o que eu acho.
Não sei nada de nada. Mas posso obviamente imaginar o que aconteceu. E cá vai a minha teoria, baseada em tudo o que ouvi e li.
Renato, queria ser modelo. Para isso, a melhor ideia que teve foi mandar um mail ao Carlos Castro dizendo que ele poderia ajudá-lo. Carlos Castro, gato assanhado, pediu-lhe uma fotografia de rosto e de corpo e assim que a recebeu disse ok, eu ajudo-te, sai lá de Cantanhede e vem conhecer-me a Lisboa.
Foram jantar e sem que Renato percebesse, já estava inscrito num concurso de Tv da Fátima Lopes e até teve de comprar uma agenda para marcar todos os compromissos que entretanto lhe surgiram. Jantar com o Carlos e o Zeca no Tavares; Ir ao Trumps com o Carlos e o Ruizinho; Ir a um casting para os morangos com açúcar verão; etc.
Quando chegou ao Natal, Carlos já não largava Renato por nada deste mundo e Renato pensou, este gajo é querido, prometeu que me levava a desfilar a Paris e a NY, tão amigo. Será que sou gay por ele me ter feito uma festinha na nuca?
Entretanto chegou o Natal, Renato voltou a Cantanhede, e na noite de 24 de Dezembro recebeu um sms do Carlos que dizia: Querido, vamos para NY os dois, vais desfilar, vai ser óptimo. Beijo.
Renato ficou feliz feliz. Contou à mãe e à treinadora que segundo o telejornal, é a sua 2ª mãe. E pensou, será que ter respondido ao Carlos com um beijo é porque ele me pegou a gayzice.
Dia 28 partiu.
E quando adormeceu ja em NY pensou, será que por estar a dormir nu, na mesma cama que o Carlos, sou gay?
Nos dias seguintes habituou-se à ideia e mesmo quando Carlos entrou a meio do seu duche dizendo que era para poupar água, ele não se importou. Passaram os dias a ir aos musicais, aos casinos e às festas Eyes Wide Shut.
Renato, começou a ter saudades da mãe e da outra mãe e até lhes ligou a dizer que já estava farto daquela vida de festas esquisitas, que a comida lhe sabia mal e tudo.
Até que um dia, ao deitar, Carlos tentou. Renato disse que lhe doía a cabeça. Mas Carlos insistiu. Pediu um vinho ao room service. Renato disse, deixa-me em paz. Carlos, disse, tu não me falas assim meu menino. Renato responde e tu não me voltas a encostar a garrafa de vinho no rabo que está fria ó meu palerma! Carlos responde, mas quando é que nós fazemos amor?!!Renato diz, nunca oh paneleiro! Eu ainda não sou gay! Carlos: és és! Renato: Não sou não! Carlos: és! Renato: Não sou! Quem diz é quem é, cara de chulé! Carlos: és! Senão estás aqui a dormir comigo porquê? Renato: Por causa do dinheiro!!
E Carlos lá se calou. E as hospedes portuguesas que estavam no hotel, lá desencostaram as orelhas da porta do quarto e voltaram para a recepção ver quem entrava.
No dia seguinte, Renato estava nervoso, sentia um ardor esquisito lá em baixo, mas não sabia porquê. Não se lembrava do resto da noite. Já eram 17h. Até que viu uns pozinhos, uns comprimidinhos e um preservativo caídos ao lado da cama. De repente percebeu tudo. “este cabrão drogou-me e violou-me! Ele vai ver!”
Neste momento, Carlos acordou a sorrir, olhou para ele e disse, olá querido, ontem soube-te bem não foi? Vês como és..
Antes de acabar a frase, Carlos levou com um computador na cabeça. Renato agarrou no saca-rolhas e fez o que já se sabe. E passado uma hora, saiu do Hotel, passou por duas amigas que perguntaram por Carlos e respondeu: Ele nunca mais sairá deste hotel. Muuuahahahahahahahah!!
Passado uma hora, estava na brooklyn bridge a cortar os pulsos porque teve um raio de consciência e percebeu que estava fodido.
O target são todos os clientes, independentemente da idade
Ora bora lá fazer uma coisa que agrade uma criança de 4 anos que não sabe ler, uma mulher de 30 anos que não tem tempo para ver nada e um velho de 80 que não percebe nada do digital.
Vou então só ali buscar a capa e por um S no meu peito.
Written on quarta-feira, dezembro 22, 2010 by Piero
Atenção: este post representa só e apenas a modesta opinião de quem não percebe nada de moda mas tem tempo a mais para pensar em porcarias. Se alguém tiver algum problema com a minha opinião, que me escreva e ofenda que eu gosto.
Ah e até certo ponto este post é um bocado gay. Mais uma vez estão à vontade para ofender.
Aqui a falar com uma colega (tão boa esta palavra) deu-me a vontade de escrever isto.
De há uns meses para cá tenho reparado numa tendência de calças que me tem feito uma certa estranheza. Andam para aí umas calças no corpo de algumas mulheres que são parecidas com estas:
Tudo começou quando vi uma das raparigas do Idolos com elas. Depois entrei numa Zara em que só havia disto. E de repente parece que as vejo em todo o lado o que me leva a crer que são As calças da moda. A questão aqui é que 99.9% das miúdas parece que andam com um saco de batatas atado quase ao pescoço.
Esta moda faz-me lembrar uma outra que houve em tempos que era da franja. No tempo da franja toda a garota que quisesse estar na moda tinha que ter franja. Se ficava bem ou não, era secundário. E o mesmo acontece com estas calças. Compra-se, usa-se seja bonito ou não.
Alguém sábio disse-me que só se pode usar estas calças quem for magro, sem anca e alto. O que me leva a pensar como seria a Jennifer Lopez dentro das calças.
Posto isto, e como acho que este post não vai mudar o mundo, prevejo que a nossa praça pública vá ficar recheada de saquinhos de batatas andantes (até ao pescoço). Mas na moda!
PS: na próxima rúbrica falaremos sobre a moda dos collants rasgados em pernas esguias
Written on segunda-feira, dezembro 20, 2010 by Maria
E eu não vou falar nisso.
Hoje meus amigos, venho falar-vos da crise.
Mentira.
Eu, quero mesmo é falar do amor. O melhor tema de sempre no que toca a escrever textos.
O amor, ao contrário lê-se roma. E eu nunca fui a Roma, apesar das minhas joaninhas terem vivido em Roma juntas em tempos.
Em Roma, há o coliseu e o Papa mora lá. E eu aposto que as Joanas, nunca viram o Papa.
Quanto muito, viram-no no ecrã gigante. Não é a mesma coisa. Assim também eu.
Agora, as joanas já não vivem na mesma casa. E pior ainda, já não vivem na mesma cidade. Ainda mesmo mesmo pior, já não vivem em roma. Uma vive na Lua e a outra na Londres.
Uma era toda do não quero casar e coisa e tal e vive com o namorado. Outra é toda das paixões e do romance e tem namorado mas ainda não casou. E era bonito se isso acontecesse.
Para além das Joanas, há outras "joanas" no grupo. As "Joanas" são 6 e conhecem-se por outro nome muito Divinal que eu agora não vou dizer em público.
Todas querem estar juntas no Natal, mas desde que uma das Joanas de Roma foi para Londres com uma outra Joana que já viveu no mundo inteiro, que as tais "joanas" de nome Divinal, não se conseguem juntar todinhas. Ou porque eu vou para la isla bonita, ou porque alguém tem viagem marcada para Chateaux Blanc. Há sempre qualquer coisa. Este ano, para além da viagem para Chateaux Blanc e para La Isla Bonita, também há neve na pista de descolagem. E estamos todas com medo. Mas esta coisa do Natal é a mesma coisa que roma, dá-se sempre um milagre e assim como roma se transforma em amor, Natal transforma-se numa coisa Divinal, quer queiramos quer não. E eu quero! Eu quero e sei que todas querem, por isso, tudo vai correr bem. Crise, crise era nem no Natal conseguirmos estar todas juntinhas.
Se não correr bem, a crise continua, mas a boa noticia é que temos mais um ano inteirinho para continuarmos a tentar juntar as 6 "joanas" mais uma vez.
Caso não tenham reparado, esta é uma autêntica declaração de roma às minhas "joanas" divinais. Also known as .. não digo.
Written on quinta-feira, dezembro 09, 2010 by Maria
Hoje, dia de trabalho, dei por mim a pensar que se não tivesse de estar aqui:
- ia ao ginasio
- ia ao cinema
- comprava presentes de Natal
- ia tomar café com amigos com quem não estou há seculos.
- marcava passagens para Londres, Barcelona, e sitios assim que dá para ir nos fins de semana.
- ia ao Fonte Nova comer um crepe. Duas bolas de nata e chocolate quente.
- ia à minha casa alugada ver se tenho correio.
- ia arranjar a mossa do meu carro.
- escrevia um texto fixe para blog.
- pensava com tempo no que vou oferecer de aniversário ao meu namorido.
- pensava com tempo no meu "projecto".
- e via os episódios que ainda não vi do connan e da modern family.
Written on segunda-feira, dezembro 06, 2010 by Piero
A internet tem coisas fantásticas. Tão fantásticas que por pesquisas paralelas fui dar a um blog sobre medicina alternativa que promete resolver quase todos os problemas do mundo só com produtos naturais.
Ora aqui está a receita para eu me curar de todos os problemas que me assolam:
Com folhas de aboboreira assadas, faça uma pasta quente na região externa do ouvido durante 20 minutos.
Frite 2 dentes de alho em 2 colheres de azeite. Humedeça um pedaço de algodão no azeite morno e use-o para tamponar o ouvido.
Faça o sumo das folhas e talos de salsa. Amorne o sumo, nele humedeça um pedaço de algodão e use-o para tamponar o ouvido.
Num copo de água, deixe de molho durante 6 horas, 3 dentes de alho amassado. Tome 2 a 3 chávenas diariamente.
Beba sumo de pepino – um copo de manhã e outro à noite.
Beba sumo de beterraba. 1 Copo 2 vezes ao dia.
Beba sumo de cenoura. 1 Copo 2 vezes ao dia.
Ponha de molho 5 ameixas secas num copo de água durante 6 horas. Coma as ameixas e beba água.
Faça refeições exclusivas de manga 2 vezes por semana.
Coza e coma soja em saladas. Beba 1 copo de leite de soja 2 vezes ao dia.
Beba 1 copo de sumo de tomate depois do almoço.
Triture 3 fatias de casca de abacaxi, 1 copo de água e 2 colheres de mel, coe e beba.
Faça refeições exclusivas de ameixa 3 vezes por semana.
Beba água com limão.
Tisana das folhas do abacateiro, 20 para 1 litro de água. Tomar uma chávena 3 vezes ao dia.
Tomar 1 copo de manhã em jejum e um depois de almoço de sumo de pepino diluído em água.
2 vezes por semana, faça refeições exclusivas de maçã.
Refeições exclusivas de Melão 1 vez por semana.
3 vezes por semana, faça refeições exclusivas de pêra
Pronto, com este menu exclusivo, o vosso amigo viverá provavelmente até aos 250 anos.
Hmmm... mesmo assim acho que prefiro comer Mcdonald's e morrer cedo mas com cheiro às batatas fritas ;)
PS: Não dá para comer uma salada de frutas e está-se livre durante uma semana?
Written on sexta-feira, dezembro 03, 2010 by Maria
Há alguma coisa mais irritante do que pessoas que cumprem todas as regras?
Eu respondo a mim própria. É pá, não há.
Impossível haver coisa mais irritante do que pessoas tomam o xarope sempre à mesma hora. Que limpam o computador sempre que vêem uma dedada no ecrã. Que compram películas para os ecrãs do telemóvel. Que fazem a bainha na costureira sempre antes de usar as calças. Que acordam às 9h da manhã ao sábado porque têm de aproveitar o dia. Que lavam sempre a roupa branca sem nada azul ou vermelho lá para o meio. Que não põem muito sal nas batatas porque faz mal. Que usam meias de descanso para não ficarem com varizes. Que têm sempre lencinhos na mala. Pessoas que nunca ficaram sem luz porque se esqueceram de a pagar. Aliás, porque pagam sempre no dia certo do mês. Pessoas que chegam sempre às 9h30 em ponto ao trabalho. Que pedem factura no parque de estacionamento. Que põem parquímetro todos os dias. Que sabem que os da PSP são “sr agente” e os da GNR são “sr guarda”. Que usam pulseiras da mesma cor que a camisola. Que acham sempre que as correntes de ar são um drama. Que se enojam com um cabelo no lavatório. E nunca deixam loiça empilhada. Pessoas que chegam sempre a horas. Que arrumam os cds por ordem. Que nunca ficam sem gasolina. Que têm de dormir oito horas!!! Oito horas senão ai ai ai! Que seca. Que pessoas são estas que não faltam a reuniões de condomínio. Que compram o jornal todos os domingos. Que contam as fendas na parede. Que separam sempre o lixo. Eu disse sempre. Que não vão ao McDonalds porque deve fazer muito mal. Nem comem pizza fria. Nem bolachas de chocolate com chantily daquele de lata. Pessoas que não têm um saco-cama algures lá em casa. É isso, resumindo, há alguma coisa mais irritante do que pessoas que nunca tiveram um saco-cama? Eu respondo a mim mesma. É pá. Não há. Mesmo. E eu conheço uns assim.
Written on quarta-feira, novembro 17, 2010 by Maria
Hoje as minhas calças cheiram mal e tudo porque as tiramos da corda antes de secarem. E ontem adormecemos sem ver como acabaram os "gordos". E tu chateaste-te comigo por causa do iPhone. E eu fiquei sem saber o que me querias contar mais sobre o trabalho fixe do bricomarché. E o jantar no sitio do costume não correu tão bem como o costume. E não chegamos a nenhuma conclusão sobre o carro, nem sobre a casa, nem sobre a dona luisa. E hoje acordei com dores no pescoço por causa da almofada. E na semana passada as castanhas tinham bicho. E as de anteontem não tinham mas ficamos com uma dor de barriga daquelas. E ontem reparei que as minhas meias preferidas perderam o elástico das lavagens na máquina. E por falar em máquina, ia estragando a Nespresso porque na segunda de manhã fiz café sem água, mas hoje já estava boa outra vez. E a tomada da sala explodiu e lá vai mais dinheirinho para remendar. E o esquentador? Ainda estamos com o que o electricista emprestou não é? Aquele banho de água fria, não quero repetir. E a vizinha continua a gritar à hora de jantar. Maluca a mulher. E continuamos a acordar às 8h da manhã no sabado por causa dos canos. E era para irmos andar de barco no sabado, mas já não vamos. E era para jantarmos fora no dia em que fazemos mais um ano, mas nem sequer temos uma data para comemorar. E na semana passada discutimos tanto e por coisas tão parvas que já era preferível estarmos calados. Principalmente eu, eu sei. É do mau feitio de quando estou com fome. E mesmo assim, a nossa vida não é tão perfeita?
Written on quarta-feira, novembro 10, 2010 by Maria
Os nomes deviam estar fora disto, mas não estão. Às vezes eu implico com pessoas. Às vezes passa-me à primeira, outras vezes não.
E às vezes as pessoas implicam comigo. Principalmente as mulheres. E às vezes também lhes passa.
Faz parte. E eu vivo bem com isso. Na verdade até gosto.
O que me faz mesmo impressão, é que as pessoas que me lixam a vida, aquelas que nunca me passa a implicância porque são pessoas que num momento das suas vidinhas tristes decidiram que tinham de arruinar a minha, (e não conseguiram) têm quase sempre uma coisa em comum. O nome. Coincidência ou não, não sei. Mas que têm o mesmo nome, têm.
Contam-se pelos dedos estas pragazinhas que me foram aparecendo, felizmente não sou odiozinho de estimação assim de tanta gente. Mas as ineses odeiam-me e eu odeio-as a elas.
Claro que há excepções, aliás, para contrapor, há três ou quatro Ineses que eu adoro! Mas a verdade é que não há mais ninguém com outro nome que eu deteste tanto. Faço-me entender? Eu não odeio, Ritas, Susanas, Joanas, Marílias, Andreias e por aí além. Eu odeio ineses. E só porque elas também me odeiam a mim. E eu odeio pessoas que me odeiam porque eu, não sou odiável! Chamem-lhe falta de modéstia, quero lá saber, mas que eu não sou odiável, isso não sou.
Quando conheço uma pessoa ruim, gosto da palavra ruim, ou oiço uma história ruim, pergunto logo se a protagonista se chama Inês, e quase sempre acerto! Juro.
Se ganhasse o euromilhões por cada vez que uma Inês fizesse mal a alguém, já não precisava de trabalhar para o resto da vida.
E agora, com este texto, o resto das ineses que até não me odiavam,vão passar a odiar, mas olhem lá, não façam isso porque senão também vou ter de vos odiar. E eu odeio odiar pessoas só por causa do nome. Ouviste Inês? E tu Inês? Ouviste bem? Não me odeies. Agora tu, Inês, e tu Inês, tu podes odiar-me à vontadinha ok?
"Segundo os gráficos apresentados a maior parte das separações acontece por altura da Primavera e das férias de Verão"
A sério? Tipo primavera, férias de Verão? Tipo festas, alcool, praia, bikinis? Tipo loucura? Não percebo porquê. "no que se refere aos dias da semana, a segunda-feira é um dia crítico."
A sério? Tipo o pior dia da semana? Tipo "ainda faltam 5 dias para o f.d.s. não me chateiem?" Tipo era capaz de me passar com qualquer pessoa, incluindo acabar com a minha namorada, porque é 2ª feira? "Por outro lado no Natal as separações são em menor número."
A sério? Tipo Natal aquela altura do Amor e somos todos muito chegados? Tipo receber mais uma prenda no Natal? Tipo se eu me separar vou ter que passar o Natal sozinho? "Mas duas semanas depois o caso muda de figura, com os casais a decidir ir cada um para seu lado."
A sério? Tipo já passou a época festiva portanto já não preciso de ti? Tipo detestei o teu presente, és sempre a mesma merda, vamos acabar? Tipo ainda tou de ressaca da passagem de ano não tenho paciência para ti?
Agora sinto-me uma pessoa muito mais preparada para lidar com os relacionamentos.
Written on quinta-feira, outubro 28, 2010 by Piero
Que nós temos os olhos bem fechadinhos ou focados no lado errado. Ou então que é mais fácil falar mal do que bem. Ou então temos mesmo uma percepção má do nosso país e isto é tudo um problema de marketing.
Ora vejamos. Eu hoje aprendi...
- que Portugal está no 22º lugar do mundo no ranking de facilidade de aquisição de bens e comida. Mas que segundo a percepção dos portugueses estamos em 80º.
- que apesar de apenas 2% dos bancos não cumprirem com os empréstimos, apenas metade dos portugueses têm confiança nos seus bancos.
- que Portugal tem um clima empresarial muito forte, mas apenas 54% dos tugas acham que vão conseguir subir na vida trabalhando.
-que Portugal está no 1º terço da tabela mundial no que diz respeito a acções governamentais, restrições e competição política. Mas 4 em 10 portugueses não acreditam no governo, o que nos põem no último terço da tabela.
-que apesar de termos excelentes indicadores relativos ao sistema de saúde, nós acreditamos que estamos em 5º no mundo a contar do fim, no que diz a cuidados de saúde.
-que estando no topo da tabela mundial de liberdades pessoais ou liberdade de imprensa, nós achamos que estamos em 74º do mundo.
Eu sei que é fácil falar mal. Mas um pouco mais de confiança no nosso país também não nos fazia mal ;)
Written on quarta-feira, outubro 27, 2010 by Maria
Eu já fui grunge. Ouvi musicas que gritavam de angustia aos meus ouvidos. Eddie Vedder, Kurt Cobain, camisas de flanela e calças largas. Qualquer coisa amarrada à cintura. Um walkman e um ar triste e deslavado que o meu pai odiava.
Eu já quis usar aparelho nos dentes e por isso, eu e a minha vizinha que partilhava o mesmo sonho que eu, fizemos um aparelho de arame encontrado no chão e pastilha elástica já mastigada. E como fui feliz a imaginar-me de dentes tortos com uma coisa que me obrigava a falar à sopinha de massa no céu da boca.
Eu já escrevi com corrector na mesas da escola e no parapeito da janela. Neste último escrevi “Maria. Cocas” eu e o meu cão.
Eu já toquei às campainhas todas da minha rua e fugi a achar que os vizinhos nunca saberiam que era eu.
Eu já andei de bicicleta tardes inteiras sem me cansar. E já caí porque travei só com os da frente.
Já joguei às escondidas só para ir para o mesmo esconderijo que o meu vizinho e dar-mos beijinhos na boca.
Já salvei gatinhos debaixo de uma pedra.
Já desci ruas gigantes e muito inclinadas sentada num skate cor-de-rosa.
E já calcei uns patins com umas fivelas que se amarravam aos sapatos.
Eu já joguei Spectrum. Aos jogos olímpicos, que para fazer um boneco correr depressa tinha de carregar muitas vezes e muito depressa em duas teclas até os dedos doerem.
E ainda sei a musica com que entravam os jogadores do Match day, um jogo de futebol que o meu irmão jogava sem parar.
Eu já fiz festas de anos onde se jogava basket, matraquilhos, às escondidas e ao bate o pé. E também onde se dançavam slows.
Eu já estive indecisa entre Cola-Cao, Suchard Express e Nesquik. E já estive incrédula porque num lanche na casa de um amigo me deram leite com açúcar e pão com banana.
Eu já tive um casio branco e delirava porque ele acendia uma luz. E tive umas doc martens azuis que nem no verão de 38ºC tirava.
Eu já cortei o cabelo curtinho, à rapaz só porque queria mudar.
Já tirei fotografias na escola com cenários de cascatas atrás.
Já fiz um revolução quando consegui que uma turma inteira fugisse das educadoras e corresse para um parque infantil do outro lado da estrada.
Eu já roubei gomas do supermercado depois dos treinos de ténis e levei raspanetes dos treinadores.
Já fingi que não vi pais de amigos meus para não ter de lhes ir falar. E corri só para fingir que estava ocupada.
Eu já tive medo, pânico de homens bêbedos e fugi para dentro de uma sapataria para não ter de me cruzar com um deles.
Já fui a melhor das raparigas a jogar baliza a baliza. E a única das raparigas a jogar aos cowboys.
Eu já fiz copias, e ditados. E listas de verbos. E já contei a tabuada toda pelos dedos porque não a queria decorar.
Eu já usei calças com joelheiras, só porque o meu irmão tinha. Já gravei de desgravei vezes sem conta os mesmos desenhos animados numa VHS até que a fita riscou.
E já desenrolei várias vezes a fita que ficou encravada no vídeo e com o dedo, voltei a enrola-la na cassete.
Eu já li a Bravo sem perceber puto de alemão. E já quis vestir cenoura por causa do ministars. E já me revoltei e achei incrível terem aparecido os Onda Choc a imitá-los.
Eu já tive 6, 9, 11 anos. E nunca mais vou fazer as coisas que fazia nessa altura.
E hoje tive um sonho onde me lembrei de quase tudo.
Só para isto não ficar desfalcado.
De vez em quando sim, também me ponho a viajar na maionese e surgem coisinhas tão bonitinhas e interessantes como:
Semáforos com televisão incluida.
E isto dava para vermos publicidade enquanto não fica verde.
Ou para transmitir aqueles filmes que estão resumidos em 1 min. sabem?
Ou para ver os golos do sporting.
coisas assim.
Muitas vezes vêem-me ideias à cabeça. Algumas delas muito boas, a maioria simplesmente estúpidas. Mas como eu acho que o mundo tem o direito de as conhecer, sempre que eu tiver uma venho aqui escrever nesta rúbrica. E foi o que aconteceu hoje.
Ideia genial para poupar água no duche. A maioria das pessoas passa demasiado tempo no duche gastando muita água.
Porque não inventar um dispositivo, colocado perto do ralo, que contabiliza a água gasta ness duche. Quando chegasse a um limite justo, começava a apitar para parar o duche. Se a pessoa não parasse, aquilo lançava pequenas descargas eléctricas na água e lançava sons como "save the planet fucker!"
Written on segunda-feira, outubro 04, 2010 by Maria
Conheço uma pessoa que já foi gorda e agora já não é. Há anos que mudou os habitos de tal maneira que agora é viciado em ginásio. Mas tem fraquezas. Fraquezas e medos. Medo de voltar ao que era. Medo de voltar a sentir-se inseguro, diferente, indesejado. E nesses momentos, vai buscar um fotografia sua de antes. olha para ela e sabe imediatamente o que tem a fazer. Sente-se melhor, mais forte. E fica bem outra vez.
Também eu,( e posso aqui apostar que não só eu), tenho os meus medos, receios, inseguranças. Esses momentos de fraqueza. Não pelo meu peso. Por outros pesos. Que na verdade já foram muito pesados e agora são peso pluma. Também penso nas minhas decisões. E quando tenho medos, receios, fraquezas, se começo a pensar que não sei se foram as melhores decisões, se seria uma pessoa muito diferente agora sem elas tomadas, se estaria melhor ou pior, se aproveitaria melhor a vida, ou se isto é que é aproveitar, faço normalmente uma coisa, vejo aquilo que poderia ser a minha fotografia do passado, do antes. Leio um texto que escrevi um dia, que me saiu sem pensar, sem planear, sem rever, sem sequer saber porquê. Um texto que acabou por ser lido pelo triplo das pessoas que imaginei, que quase mo mandaram por mail para "ler o que esta escreveu" e que sem eu saber, provocou o inicio da reviravolta que a minha vida viria a dar. E quando o releio e me revejo naquela altura, sei que agora, passado tanto tempo, é que estou mesmo bem.
Written on segunda-feira, setembro 27, 2010 by Piero
Cliente - Nós somos muito à frente. No nosso mercado somos aqueles que mais arriscam a fazer coisas diferentes e "giras". Queremos da vossa parte também assim algo muito à frente e inovador.
Agência - Aqui está algo nunca feito em Portugal e que é muito fixe.
Cliente - Isso é muito giro! Mas... é demasiado à frente.
Written on quarta-feira, setembro 22, 2010 by Maria
Esta profissão faz-nos isto e eu nunca tina pensado como deve ser sobre o assunto. Mas a verdade é que eu estou sempre fora de tempo. No verão penso no Natal,no Natal penso na Páscoa, no fim do ano penso no Regresso às aulas e assim sucessivamente. E quando esses momentos chegam, já eu não os posso ver. Para além disso, é sempre tudo muito irónico. Por exemplo, adoro o Natal, mas detesto “fazer Natal”. E adoro ”fazer regresso às aulas” mas nunca mais vou passar por isso. E também é isto que eu adoro na minha profissão. O estar sempre num mundo paralelo, onde tudo pode acontecer, onde nada é convencional, (vá quase nada) onde as pessoas voam, os carros podem andar a 500 à hora, os supermercados são sítios incríveis, as cidades podem ficar vazias de um minuto para o outro, enfim. Claro que nem tudo é perfeito. Há clientes. E clientes, significa muitas vezes pessoas que acabaram de sair do curso de marketing e acham que percebem tudo sobre marcas e preferem ter anúncios com o actor X porque “sempre o quis conhecer”, a ter um anúncio com o actor Y (que nós sugerimos) “porque acha que como é careca as pessoas que têm cabelo não se vão identificar”. E sim, nós ouvimos barbaridades destas a toda a hora, e sim, é por causa disto, que anda aí tanta coisa a que eu chamo fraquiiiiiiiiiinha, nas tvs, imprensa, mupi, outdoor, net, and so on. Também há os clientes porreirinhos. Claro. Mas há mais para dizer sobre estes maus. Aliás, um dia destes ainda crio a rubrica, “Coisas que oiço dos clientes e me dão cabo de bons anúncios”. Mas pronto, isso fica para outro dia, que agora tenho de ir pensar nas viagens à neve.
Written on terça-feira, setembro 14, 2010 by Maria
Eu sei que já se falou disto e que o assunto até está a morrer. Mas tenho de dizer. A pena do Carlos Cruz faz-me confusão. Com os outros na verdade estou-me a cagar. Nem os conhecia antes desta porcaria toda e mesmo que isto seja politicamente incorrecto, a verdade é que aquele Hugo Marçal e aquele Ferreira Diniz, transpiram pedófilo por todo o lado, lá isso transpiram. Têm um arzinho de nojentinhos que é que se há-de fazer. E imaginar o Marçal a comer sabão azul e a vomitar-se todo, também não ajuda. Ca nojo.
Agora, o Carlos Cruz, bolas. O homem encheu-me de alegrias em tantos domingos com o 1,2,3 e a bota botilde e o “envelope ou o carro” e o “1, 2, 3 diga lá outra vez!” Chora sempre que fala no assunto, diz (com razão) que as acusações não foram provadas. Posso estar a ser ingenuazinha. Culpada. Mas a imagem do Carlos Cruz pedófilo, não me entra na cabeça. Se calhar estou em denial, talvez não queira só acreditar porque isso destrói uma das boas memórias da minha infância. E destruir memorias de infância é coisa que não se faz.
Depois, vejo o Marinho Pinto (e o que eu gosto deste homem carago!) a dizer coisas más sobre a justiça portuguesa e que não presta e fico a pensar que este gajo está a dizer que a sentença foi errada. Ou se calhar não.
Bom, independentemente da verdade. Uma coisa é certa, mesmo que o Carlos Cruz goste de meninos, a justiça acusou-o sem provas. Tá mal. Ai o que me irritam as incertezas.
E se se prova que o Carlos Cruz está inocente. Ai a barraca.
Written on terça-feira, setembro 07, 2010 by Maria
Hoje enquanto pensava numa ideia para mais uma campanha, olhei à minha volta e percebi que no trabalho, idependentemente se gostamos ou não das pessoas com quem trabalhamos, todos se comportam como se estivessem a ser avaliados pelo juri dos ídolos. E isto, porque foram todos obrigados a estar e conviver uns com os outros sem se conhecerem de parte nenhuma. Ao contrário dos amigos, os colegas de trabalho não se escolhem uns aos outros. E é por isso, que mesmo que de colegas passem a amigos mais tarde, há uma competição permanente pela atenção. Mesmo que digam que não, a verdade é que é mesmo assim. Aqui onde trabalho, a competição vê-se por exemplo nas mesas. Todos chamam a atenção decorando as mesas com bonequinhos, ou frases divertidas, com os computadores decorados com coisinhas, autocolantinhos e fotografias divertidas na parede e objectos diferentes. E depois, ninguém nota, mas todos competem pela piada mais gira, que solta mais gargalhadas, que gera mais conversa, e ainda competem pelas conversas privadas. "Ai João que preciso de falar contigo" "Ai Maria que o João disse-me em privado que ui ui ui" e pelos grupinhos de compinchas "E olha este é o grupinho dos fumadores compulsivos" e este é o dos "Não vou morrer de cinza nos pulmões" e este é o do "Acho o FAcebook muito parvo nunca me irei rebaixar e inscrever nesse antro de exibicionismo" e todos se riem muito e uns concordam e outros não e divertem-se. Mas, na verdade estão todos a competir uns com os outros. E só não digo que o objectivo é que o chefe olhe para o que mais sobressai, porque isto é capaz de ser óbvio.
E será que o chefe olha mesmo?
Não sei. Só sei que hoje cheguei a esta conclusão e que a pensar nisto, percebi que também é por isso que o Facebook tem tanto sucesso. É tudo a competir. E conclui mais uma coisa, é que se estudassemos o ser humano, eramos capazes de criar produtos que vendiam e eram um sucesso do caraças também! E pronto, isto não faz de mim uma pessoa genial, mas a verdade é que depois disto tudo e ao contrário do que toda a está à espera, ainda não tive uma ideia de jeito para a tal campanha.
Written on segunda-feira, agosto 30, 2010 by Maria
Se eu mandasse não havia temperaturas acima dos 30ºC e só se andava de salto alto em dias muito, muito mas muito especiais em que estes sapatos fossem simbolo de alguma coisa importante. E nesses dias, também os homens os usavam. Por exemplo, dias em que alguém importante para o país, para o mundo ou mesmo alguém muito querido da familia, morresse. E porquê? Porque isso significava que estávamos mais altos nesses dias, ou seja, mais perto do céu e daqueles que perdemos. Nestes dias era justo termos dores, fazermos bolhas, estarmos mais altos que o resto das pessoas, andarmos meio tortos, e melhor, vermos os homens no mesmo sofrimento. Assim, também se acabavam com as figuras tristes das mulheres que não sabem andar de saltos mas insistem em fazê-lo e denigrem a nossa imagem. E também era assim que se acabava com episódios como: estarmos num bar vestidos com onda, ténis Onisuka Tiger, aspecto descontraído e Toma! entra uma barbie dondoca com saltos rosa choc, mini saia colada ao rabo e sabemos que a partir desse momento, mesmo aos pulinhos em cima do balcão, não nos vêem e por isso é escusado pensar em recebermos o nosso panaché primeiro que o gin tónico da outra parola.
Também podíamos usar saltos em dias de concerto se estivessemos na plateia e a nossa altura for inferior a 1,55m (exclusivo para as meninas). (Engraçado como 1,55m, é o meu caso, mas só por um centímetro). De resto proibido! Proibido falsear a altura! Se somos baixinhas assumimos, se somos altas não fazemos nada para sermos mais ainda! E andamos todas com os pés impecáveis, sem calos, sem joanetes, sem bolhas, sem dores. Andava tudo de sandalinha rasa, tenisinho pinta, havainas, não interessa. Interessa que andavamos mais confortaveis e giraças na mesma.
E se nunca estivesse calor a mais e as temperaturas não subissem aos 40ºC como hoje, os pézinhos não inchavam e não se quebrava a tensão e aí sim, era tudo tão mais porreirinho.
Written on segunda-feira, agosto 23, 2010 by Maria
Tinha na agenda da memória que 22 era o último dia. E todos os dias me lembrava, hoje é dia 16 ainda dá. E depois ligava e nada. E depois ligava e não atendia. E os dias passavam e eu a lembrar-me que daqui a nada já é 22. Mas ainda não era. E depois pensava deve estar na praia agora não vai atender, ligo à noite. E à noite ou me esquecia, ou lembrava-me tarde de mais ou tentava e a vodafone não deixava e agora olhei para a data e já é 23 e a minha joana já não está cá e eu nem lhe disse Olá e por isso também nem lhe disse Adeus. :(
Sei de uma cidade onde o dia começa com luz. A melhor de todas. Com os primeiros carros, nas pontes que agarram as margens. Com os primeiros faróis a apagar porque já não é preciso. Com as chegadas ao trabalho.
Esta cidade, onde o dia amanhece em Alfama com roupa a secar à janela e conversas entre vizinhos, também amanhece em betão de 20 andares, com bons dias baixinhos a outros vizinhos. E sei que tem escadinhas e becos pequeninos de aldeia, ao lado de avenidas de faixas bus e semáforos de cor.
Sei que ali, se fazem viagens por entre castelos e colinas. Mas também por ruas de gente que avança que nem corrente forte em dia de maré alta.
Toma-se o primeiro café com o primeiro copo de água e a rua leva-nos a passo de mocassim e de stiletto. O dia avança.
O sol brilha nos cristais do alcatrão e nos carris que vão com ele. As ruas enchem-se de gente. No meio de muitos pés a calçada vai desaparecendo devagarinho. E do geométrico preto e branco, passamos a ver um cortejo de cores dos vários sapatos e ténis que pisam em vão este chão. Passo a passo ganha-se um ritmo. Esquina a esquina, curva e contra-curva e vê-se a vida a crescer na cidade.
Há cada vez mais gente, mais passeios, mais mãos dadas e sorrisos e mais olhos que barriga que é hora de almoço.
Hora de ir à tasca ou ao novo da avenida principal experimentar a nova cozinha experimental. E sempre de babete de papel para não levar nódoas à reunião.
Seguem-se mais passos, mais pneus e o asfalto a perder cor. Riscos amarelos cruzam os cruzamentos, rasgam o sinal verde, velozes nas vias, luzes rápidas nas estradas de 1ª e mais lentas nos radares de 2ª, sempre a circular. E de uma das janelas vêem-se passar gravatas e malas, gel e cabelos no ar, lenços no pescoço, óculos de sol de massa e da moda.
Vêem-se empresários e empregados todos correm porque não tarda e chega a tarde.
A tal luz a querer ir descansar, aguenta até percebermos que já pouco se vê.
E começa o espectáculo.
Quadradinho a quadradinho a acender um a um. Prédio a prédio num movimento crescente ilumina-se a si e pouco a pouco aos muitos quarteirões. Acendem-se de novo os faróis, porque agora é preciso. E devagarinho, acende-se a cidade.
É o voltar. O sair do trabalho. A cidade quer dormir, mas há sempre alguém a não deixar, num bairro que canta no seu alto, de copo ora na mão ora no chão.
Sei de uma cidade que não dorme e no entanto, todos os dias a vemos acordar.
(às vezes é preciso escrever coisas destas para sair uma campanha)
Devo admitir que admiro o Alvim como apresentador de TV e rádio, mas acima de tudo admiro-o como escritor. Acho que é um gajo que escreve simples e directo. Não há cá rodeios nem coisas em aberto. É assim e pronto.
E tudo o que ele diz, ainda por cima, é verdade ;)
Ontem, depois de ter cometido umas ilegalidades digitais já que não vivo nos EUA nem no UK, vi este documentário no Hulu.com. Lemonade é um documentário sobre pessoas do mundo da publicidade que foram despedidas e que isso foi a melhor coisa que lhes aconteceu.
Há uma coisa gira em nós, seres humanos, que é ficarmos contentes quando sabemos que aquilo que sentimos e que pensamos que somos só nós, afinal as outras pessoas sentem-se da mesma maneira.
Foi exactamente isso que eu pensei quando vi estas pessoas falarem do dia em que foram despedidas. "Parece que levas uma pancada na cabeça", "sentes que falhaste", "sentes-te completamente inútil", "dizerem que tu não és necessário é a pior coisa que podes ouvir". Sentir o vazio, o acordar sem teres um sentido e um objectivo para esse dia são outros sentimentos que são comuns nos dias seguintes. Eu senti e todos estes publicitários sentiram.
No entanto o documentário dá uma visão completamente diferente da minha e de qualquer pessoa que eu conheça.
O primeiro passo que eu tomei quando fui despedido foi "ok, vou fazer tudo para encontrar outro emprego agora". Assim como eu, todas as pessoas que eu conheço fizeram o mesmo. É o normal. Mas este documentário foi buscar pessoas que não pensaram assim. Foi buscar pessoas que nesse momento pensaram "aqui está uma óptima hipótese de começar do nada! agora tenho todo o tempo do mundo e uma tela em branco. Posso fazer o que quiser".
E assim fizeram. Seja um que se tornou realizador, outro que fez café, outro que criou um site para ajudar pessoas desempregadas, outra que se tornou professora de Ioga ou outro até que mudou de sexo. No final a resposta é sempre a mesma "não, não voltaria por nada para a vida de agência".
O que realmente me inspirou no documentário foi a coragem de todos, como eu não tive e não conheço ninguém que a teve (por enquanto). Em vez de seguirem o que seria mais provável (irem à procura de emprego), aproveitaram a oportunidade para descobrirem algo sobre eles e terem uma vida muito melhor. Havia um que dizia que estava todo contente porque agora podia fazer 3 refeições ao dia!
Para mim o que ficou na cabeça foi a frase de uma senhora que disse "don't be the person who's out there looking for a job. be the person who's out there doing something interesting".
O meu Pai é psiquiatra. E exerce na ilha da MAdeira, uma região onde a primeira pessoa que precisa de análise, é o próprio presidente.
Para equilibrar a coisa, a minha mãe é psicoterapeuta.
Estar em casa com eles num domingo, podia ser um verdadeiro suplício. Porquê? Porque tudo, mas TUDO, era analisado.
Se eu me deitava no sofá a ver tv, o meu pai corria, sentava-se atrás de mim com um bloco e uma caneta na mão e dizia:
- Este é o teu espaço Maria. Falas quando quiseres, sobre o que quiseres.
E agarrava imediatamente no bloco, com a caneta a postos para tirar notas do que quer que fosse.
Se eu suspirava e dizia:
“oh pai, para lá com isso, não tenho paciência” via-o a escrever imediatamente qualquer coisa como: “conflito com o pai, complexo de Édipo mal resolvido.”
Se por outro lado, ao almoço me recusava a comer sopa feita pela minha mãe, o sermão que eu ouvia, nunca era sobre o quanto os legumes me iam fazer bem, mas sim sobre o quão aquilo era uma manifestação de agressividade latente para com ela e de como eu tinha de pensar na solução para resolver este problema.
Mas há mais, a relação com o meu irmão era a mais normal entre dois pré adolescentes. Sempre ao pontapé. Como é que isto era visto pelos meus pais? Simples, justificavam o nosso comportamento como sendo a descoberta da diferença cognitiva entre os rapazes e raparigas no seio da adolescência.
Estamos a ver a joana, a angela, a raquel, a maria, o hugo e a tânia.
O hugo está diferente, digo eu, Piccola. (acho que ele já não se lembra de mim...)
Meu deus, a nuvem de cinzas... e como isto é parecido com quarta-feira de cinzas- (neste momento há um debate sobre quarta ou quinta ou ainda sexta de cinzas) (neste momento também existe agressividade com uma bater de porta da sala oposta).
Prevejo para este post, 0 comments!
"Não há vinho" suspira a tânia.
"mas há bebidas alcoólicas" dispara a maria enquanto toca romeo and juliet por the killers.
Entra a mariana desesperada efusivamanente a perguntar pelo vodka. (debate sobre a sexualidade do vodka... ou da vodka... como será?)
O caracter para amizade em chines está na sala do piero.
(estamos a debater os preservativos obama que estão na parede do piero) a michelle e a micheila causam hard times aos seus membros masculinos!
Este post que marca um regresso tão ansiosamente esperado pelos nossos dois leitores, (três eu, diz andré, namorado de piccola) foi escrito a duas mãos, mas vivido a quatro olhos (seis se considerarmos os óculos do piero como olhos) vai este momento terminar. Agora ponto. (redundancia portanto...)
(isto tudo enquanto a piccola ergue o seu vodka cola no ar e o piero pousa o seu vodka malandro laranja na esteira segundo a raquel, consola segundo o andre, esta merda segundo agente.)
A joana monteiro estava para ligar, mas a ju! não chega... portanto a joana monteiro não telefona a dar os parabéns... e com isto dizemos até breve meu Portugal!
Beijos e abraços destes que tanto vos amam e que rezam por vocês todo o santo dia Piccola Maria e Piero!
As pessoas, de uma forma geral, detestam ver os outros doentes. Não porque a doença faz o outro sentir-se mal, mas porque eles agora vão ter menos atenção que esses que estão doentes. E então perante uma queixa, a resposta é logo “oh isso não é nada!” Mas é! É o nariz entupido, ou a cabeça a doer e custa! Custa a dormir, custa a comer, a respirar, a pensar até. Por isso, não digam que não é nada porque é. Ai, dói-me o corpo. “oh isso não é nada, é só uma gripe”. Então afinal é alguma coisa! É uma gripe! E uma gripe merece uma queixa e merece que alguém nos diga que nos pode fazer um chá e cuidar de nós nesses dias mais duros. Mas não, agora é moda desvalorizar, dizer que não custa nada, que não dói assim tanto, que só quer é mimo. E então? Mimo por acaso é mau, não podemos querer? Eu quero poder queixar-me à vontade quando sinto alguma coisa mal. Se me dói a perna eu quero dizer que me dói a perna, sem que me respondam “oh isso não é nada.” Eu não quero que opinem sobre o que é a dor! Eu só quero que saibam que me dói a perna e que vivam comigo esse momento de dor ou dorzinha.. também o que é que interessa? Eu não quero é ter de medir as palavras só porque me vão dizer que o que tenho não é nada. Ainda por cima, porque sei que é alguma coisa. Se dói, dói. E se dói é alguma coisa. Deixem-me queixar à vontade, deixem-me partilhar o nariz ranhoso, o arranhão no dedo, a afta na língua. Eu também partilho todas as outras coisas boas, e essas ninguém diz, ah isso não é nada. Hoje ardem-me os olhos, espirro de 5 em 5 minutos, tenho o nariz com o pingo e sinto que posso estar a ficar constipada, ou então é só uma alergia a qualquer coisa. Não interessa. Ai.. quero um chazinho. E tenho aqui uma nódoa negra na perna. É grande. Mas já não dói. Doía ontem. Já passou.
Há um fenómeno no mundo do trabalho, que se bem lembro não havia quando estava no liceu nem na faculdade, e se acontecia na primária ou na creche não me lembro. O que é facto, é que acontece agora, e acontece em todas as empresas, em todos os escritórios, em todos os consultórios, acontece em todo o lado, desde que haja pessoas a trabalhar. Eu chamo-lhe síndrome do chato dos 40ºC Porque há sempre um gajo que sofre deste síndrome. Trabalhemos nós com 50 pessoas ou com 4 pessoas há sempre um que se incomoda com o que normalmente agrada aos outros. Ainda não percebi como é o síndrome despoleta, não percebo se tem só a ver com a altura do ano, tipo febre dos fenos que só aparece na primavera, ou se é quando pode incomodar mais pessoas. Mas a verdade é que há sempre quem sofra deste mal e infernize a vida dos restantes, que é como quem diz, há sempre, mas sempre o gajo que desliga o ar condicionado. É só chegar a Abril, Maio, para começar a chegar o calor e o cabrão aparece. Ai que tenho o narizinho seco. Ai que está mesmo aqui nas minhas costas e vou-me constipar. E quem se lixa? Pois, são os que têm calor, muito calor. Porque olhamos para a rua e as pessoas andam de t-shirt, top, saia, havaianas. Mais, na janela da minha agencia vêem-se as pessoas na praia. Passa dos 27ºC lá fora e dentro estão à vontade 435ºC!! E o chatinho de sempre mal vê alguém a dirigir-se ao botão “ON” do A/C, vai logo atrás desligar. É que nem avisa antes que o vai fazer, não diz nada, levanta-se quando a pessoa que o ligou se volta a sentar, e desliga de mansinho. E ainda volta como se não fosse nada e é capaz de nos perguntar se queremos alguma coisa do bar, “ um cafezinho, uma água?” Armado em gajo porreiro. Mas há um dia que o apanhamos. Por acaso estamos atrás dele quando o vemos desligar o AC que acabámos de ligar e aí perguntamos “Porque raio queres que eu morra assada aqui dentro??” E a resposta seeeeemmmmpre a mesma. “Ai tenho frio nas costas” ou “sou alérgico, tenho o narizinho seco, nem consigo respirar” . Ok, então bora lá todos desmaiar de calor, e transpirar que nem uns animais, bora pôr o gordo lá do fundo todo ensopadinho de suor, porque o teu narizinho está mais seco! E por causa de uma pessoa, 50 ficam a sofrer! Porque 50 pessoas, têm que respeitar o narizinho do chatinho, irritante e pedante. E isso não é fixe. Eu imploro pelo fresquinho, pela ausência de cheiro a suor, e pela ausência de pele reluzente causada pelo suor, pelo fim das camisas dos homens molhadas, das bolachas perfeitas na zona do sovaco. Imploro! Quem tem problemas com o A/C tem só de arranjar soluções: nariz seco = ir à farmácia comprar um hidratante nasal; nariz a pingar / alergia = ir à farmácia comprar Zyrtec ou outro parecido; friozinho nas costas, ai ai que me constipo = casaquinho nos ombros, laranja para reforçar a vitamina C e centrum. Custa alguma coisa? Não. Quem tem calor, não tem como resolver a coisa, não pode ir à piscina, nem tirar a roupa toda no trabalho, pois não? Pois não. Fica o recado dado.
Há uns tempos fiz um post sobre a tendência de agora fazer capas de revistas sem photoshop e maquilhagem.
Pois bem, a Elle decidiu aderir a esse movimento e fazer uma série de capas com várias mulheres com idades não tão novas. Entre elas estão a Eva Herzigova, Ines de la Fressange, Charlotte Rampling, Sophie Marceau e a fantástica Monica Belucci:
Jazus! Claramente está perto do 1º lugar. Só quero ver a Angelina sem photoshop para tirar as dúvidas.
Será que teremos as revistas portuguesas a fazer isto daqui a uns tempos?
Quem trabalha em publicidade sabe. É duro estar dias e dias a pensar, fazer noitadas, ter no fim uma boa ideia, o director criativo aprovar começar a fazê-la e no fim, às 20h, a account fazer birra, dizer que não quer mostrar aquilo ao cliente, bater o pé e obrigar os criativos a fazerem tudo de novo mas agora numa (só) noite, a da véspera, porque a reunião com o cliente é na manhã seguinte. Já aconteceu a todos, não nos pagam horas extras e não podemos fazer muito a não ser pôr mãos à obra. Os senhores que se seguem, trabalhavam na Fischer e aconteceu-lhes isto mesmo, mas não se limitaram a trabalhar, decidiram deixar um recado à account, para quando ela chegasse de manhã. E foi o que se segue:
Eu-Bom, eu vou fazer um site com este serviço assim e assim e gostava de saber se preciso de concessão de autorização da vossa parte.
Ela-Hmm pois. Eu acho que não precisa, mas não lhe quero dar certezas. Para isso tem de ligar para a nossa linha.
Eu- Errr.... mas este é o número que está no vosso site.
Ela- Pois mas a nossa linha é outra, que por se chamar Linha de Privacidade de Dados as pessoas normalmente não ligam. Mas eu posso dar-lhe o número.
Eu- Claro claro diga lá então.
Ela- Blah blah.
Eu- Ok.
Ela- Pronto agora liga-lhes amanhã porque esta linha tem o horário de funcionamento das 10h às 13h.......
Eu- ...................
Desliguei
Bonus:
Finanças
Eu- Bom dia, para tratar da situação de recibos verdes é aqui?
Ele- É sim.
Eu- Boa. Queria saber se eu alguma vez encerrei actividade. É que já não me lembro se fiz isso.
Ele- Número de contribuinte. Deixe-me ver........ Pois não. Você ainda está com actividade aberta, desde 2006.
Eu- Hmm bolas...
Ele- Mas fez IRS disto?
Eu- Pois... não... esse era o meu medo.
Ele- Ah pois... devia ter feito.
Eu- Pois mas não fiz. Mas diga-me, agora o que é que eu posso fazer para não apanhar uma multa?
Ele-Hmmm... pois não sei...
Eu-Não sabe? (olho à volta) Então.... mas estou nas finanças.
Ele-Pois está, mas eu não lhe sei responder. Você devia ter feito o IRS.
Eu- Pois devia, mas não fiz e agora venho perguntar-lhe o que posso fazer.
Ele-Olhe o que pode fazer é ir ali ao departamento de cima, onde se entrega o IRS. (agora em tom de confidência como eles gostam muitas vezes de falar) Mas não vá esta semana. Aquilo está cheio de gente.
Eu-........................ Bom dia.
Maria tu que trabalhas ao pé destas finanças, faz-me um favor, entra lá, é logo a primeira porta, o senhor que está no número 5. É um murro sff.
E depois não querem que ache o twitter parvo e bastante inútil (isto não quer dizer que não reconheça que está na moda e portanto pode ser mais uma ferramenta para as marcas ligarem-se ao consumidor nesta tendência do social network).
Vejamos só por acaso estes dois profiles:
-Uma máquina de lavar que lança um post sempre que acaba de lavar a roupa... 506 pessoas seguem esta louca odisseia...
-Um mimo com um twitter. Como se sabe um mimo faz mimica e não fala. Tem um twitter interessantissimo... 5686 senhores com grande prazer por ver reticências no seu twitter, seguem este mimo.
Written on quinta-feira, fevereiro 12, 2009 by Maria
E era preciso tanto por um bocadinho de sol oh S. Pedro Totó!? Pffff chato!!Eu podia ter morrido tas a ouvir!? doem-me as costas!! Não tenho carro e trabalho em oeiras (como se pode ver pela maravilhosa foto acabadinha de tirar da janela)! E apanhei um cagaço do caraças! para não falar do trânsito que causei na radial de benfica! Para além disso fiquei muita piegas e as pessoas à minha volta tiveram de ser muita pacientes (obrigada :)) para me aturarem! São Pedro estúpido! a culpa foi tua!!!!
Written on segunda-feira, fevereiro 09, 2009 by Maria
já chega de chuva! Eu já andava farta, fartinha! Mas hoje que por causa da chuva, o TJ foi parar ao Hospital dos carros, eu ía indo parar ao hospital das pessoas, e a minha conta vai ficar com menos de dois mil euros o que provavelmente me vai levar ao hospital dos maluquinhos, FARTEI-ME!! CHEEEGA!! CHEEEGA DE CHUVA!! S. PEDRO .. pleaase..
piccola Maria.
(não que isto sirva de alguma coisa mas pronto, vale o desabafo.)
Written on segunda-feira, fevereiro 09, 2009 by Maria
Parece-me que a moda Twitter chegou ao mundo não geek de Portugal. Quando pensava que aquilo era só para geeks, chovem convites das pessoas menos prováveis do mundo.
Devo admitir que sempre fui contra o Twitter por não ver utilidade nem diversão nenhuma naquilo, para além de ler mensagens da comunidade geek. No entanto devo dar o braço a torcer e dizer que até pode ter algo divertido (ainda continuo com a opinião que não tem nada de útil).
Isto por causa desta bela história que se passou por cá:
Isto realmente mostra como é que o digitalpode movimentar o pessoal e interagir com o mundo "real".
Epah mas acho que devo continuar a bater na mesma tecla e continuo-me a perguntar porque é que um twitter é mais divertido do que por exemplo os comentários do facebook? É que no twitter nem dá para pôr imagens ou vídeos (a não ser com links que têm de ser utilizados noutro site porque links grandes não dão jeito) e tem-se o máximo de 160 caracteres.
Pronto esta continua a ser a minha frustração com o Twitter e deixo aqui o meu link com a minha "farta" interacção naquele site. (isto ainda era o tempo em que o twitter ia abaixo montes de vezes, o que não ajudava):
Written on quinta-feira, janeiro 29, 2009 by Maria
Ontem vi o piloto de uma série que saquei por acaso (ou se calhar não), e fiquei fã.
A série chama-se Trust Me e retrata a vida numa agência de publicidade nos dias de hoje, focando-se principalmente numa dupla de criativos, melhores amigos que trabalham juntos há mais de 7 anos. Numa linha esta série é uma mistura de Mad Men com Boston Legal e ainda um pouco de Scrubs.
Só o início é brutal, com a dupla numa piscina a "aproveitar" uma reunião com um cliente com tudo pago.
Do que percebi neste primeiro episódio foi que a série vai andar muito à volta da "irmandade" desta dupla de criativos e dos desafios que eles têm de ultrapassar. Quando digo desafios entenda-se clientes aborrecidos com as campanhas, equipas que querem roubar-lhes contas e problemas pessoais como seria de esperar.
A série parece-me ter as personagens perfeitas para vingar: A dupla criativa com o marado dos cornos e engatatão (copywriter) e o certinho e casado (art director); o chefe que só reclama e tem um discurso genial à volta de "os clientes são idiotas"; o chefe do chefe que dá na cabeça de todos porque leva na cabeça da CEO; a CEO que basicamente é a temível; a copywriter premiadissima que foi recentemente contratada; o account que parece ter sempre medo do cliente; e a dupla criativa junior que só faz merda.
Maria esta série parece perfeita pa ti ;)
Com a tv (torrents para alguns) cheia de séries que retratam a vida de advogados, médicos ou detectives é muito bom ver uma série com um tema diferente e sem ter que resolver um caso de vida ou morte em todos os episódios.
No fundo é uma excelente série para se ver quando não se quer pensar.
Written on quinta-feira, janeiro 29, 2009 by Maria
Primeiro que tudo sou um fã do Federer. Quem consegue ser o melhor (de longe) naquilo que faz merece o reconhecimento.
Não sei se estão a acompanhar o Open da Austrália, mas hoje ele derrotou com uma pinta (3-0) um dos melhores do mundo, Andy Roddick.
Antes disso tinha feito uma reviravolta histórica. Depois de estar a perder 2-0 deu a volta e calou aqueles que têm andado a dizer que ele estava-se a ir abaixo. As manchetes do dia seguinte na Austrália diziam “Winning Ugly“, lembrando o título do livro do Brad Gilbert que ensina que o jogo ganha-se com a cabeça e não com jogadas bonitas.
Então no jogo seguinte parece que o Federer resolveu levar à letra o que os jornais insinuaram:
Tudo bem que estava trânsito! Tudo bem que íamos muito mais devagar do que o habitual! Tudo bem que é uma estrada sem passadeiras! Tudo bem o caraças!!
É a radial de benfica! É uma via rápida!
E este totó de certeza que acha que se o Toy conduz a 200km com o joelho ele pode conduzir a 30km a ler o jornal!!! 30 km é devagarinho sim, mas o carro está a andar e há um carro à frente, outro atrás e outro ao lado, neste caso o meu!! Meu amigo, se for o nosso leitor cá vai aviso: Da proxima ponho-me à sua frente e travo de propósito de repente para me bater por trás e vamos ver se volta a ler o jornalinho!
E depois multam-me porque o ticket perdeu a validade por 20 min!!Se fossem multar estes atrasados mentais não faziam melhor?!
Este gajo enraiveceu-me! Nada melhor que um blog sem leitores para desabafar estas coisas.
Written on quarta-feira, janeiro 21, 2009 by Maria
onde é que eu já vi isto?
ontem:
"Ela: "Bom dia, é a sua gerente de conta da agência da CGD, tem um tempinho para falarmos?" Eu: "Hmmm.. sim..." Ela: "Obrigado. É para dizer que o seu cartão passou para a lista negra da SIBS por suspeitas de clonagem." Eu: "Oi?"
E a conversa durou mais uns 10 minutos, comigo a tentar perceber onde teria sido clonado e ela a explicar-me que este cartão ia à vida e um dia havia de chegar o cartão novo."
Aconteceu ontem de manhã desde então que ando com uma sensação de Deja vu não sei muito bem porquê...
Written on quarta-feira, janeiro 21, 2009 by Maria
Donde?
Janeiro 20, 2009 by José Saramago
Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.
Inspirado por este excelente artigo de valor jornalístico escrito pelos redatores da Visão, resolvi escrever também as notícias que eu gostava de ter este ano:
Pedro arranja emprego
Pedro despede-se do emprego porque lhe saiu um Euromilhões
Maria faz mais que um post por mês no qualromaqualq
Obama não é assassinado na festa de tomada de posse
O bairro não vai ter hora de fecho
Mega parque subterrâneo grátis é construído no bairro alto
The Killers, John Mayer, Kings of Leon, Arctic Monkeys e Franz Ferdinand são o cartaz para o primeiro dia do Oeiras Alive 09
Maria muda-se para a sua nova casa e todas as 4ªs feiras há festa
Pedro muda-se para uma casa em Lisboa e todas as 5ªs há festa
Benfica é campeão nacional e europeu (todas as equipas da champions foram eliminadas por irregularidades fiscais e a equipa vencedora foi decidida por uma votação mundial. É claro que o Benfica era o mais votado com a maior parte dos votos a vir das Honduras)