Para casar

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Written on sexta-feira, outubro 29, 2010 by Maria

Hoje aprendi

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Written on quinta-feira, outubro 28, 2010 by Piero

Que nós temos os olhos bem fechadinhos ou focados no lado errado. Ou então que é mais fácil falar mal do que bem. Ou então temos mesmo uma percepção má do nosso país e isto é tudo um problema de marketing.

Ora vejamos. Eu hoje aprendi...

- que Portugal está no 22º lugar do mundo no ranking de facilidade de aquisição de bens e comida. Mas que segundo a percepção dos portugueses estamos em 80º.

- que apesar de apenas 2% dos bancos não cumprirem com os empréstimos, apenas metade dos portugueses têm confiança nos seus bancos.

- que Portugal tem um clima empresarial muito forte, mas apenas 54% dos tugas acham que vão conseguir subir na vida trabalhando.

-que Portugal está no 1º terço da tabela mundial no que diz respeito a acções governamentais, restrições e competição política. Mas 4 em 10 portugueses não acreditam no governo, o que nos põem no último terço da tabela.

-que apesar de termos excelentes indicadores relativos ao sistema de saúde, nós acreditamos que estamos em 5º no mundo a contar do fim, no que diz a cuidados de saúde.

-que estando no topo da tabela mundial de liberdades pessoais ou liberdade de imprensa, nós achamos que estamos em 74º do mundo.


Eu sei que é fácil falar mal. Mas um pouco mais de confiança no nosso país também não nos fazia mal ;)

Obrigado Fado Positivo

Foi do Centrum.

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Written on quarta-feira, outubro 27, 2010 by Maria


Eu já fui grunge. Ouvi musicas que gritavam de angustia aos meus ouvidos. Eddie Vedder, Kurt Cobain, camisas de flanela e calças largas. Qualquer coisa amarrada à cintura. Um walkman e um ar triste e deslavado que o meu pai odiava.
Eu já quis usar aparelho nos dentes e por isso, eu e a minha vizinha que partilhava o mesmo sonho que eu, fizemos um aparelho de arame encontrado no chão e pastilha elástica já mastigada. E como fui feliz a imaginar-me de dentes tortos com uma coisa que me obrigava a falar à sopinha de massa no céu da boca.
Eu já escrevi com corrector na mesas da escola e no parapeito da janela. Neste último escrevi “Maria. Cocas” eu e o meu cão.
Eu já toquei às campainhas todas da minha rua e fugi a achar que os vizinhos nunca saberiam que era eu.
Eu já andei de bicicleta tardes inteiras sem me cansar. E já caí porque travei só com os da frente.
Já joguei às escondidas só para ir para o mesmo esconderijo que o meu vizinho e dar-mos beijinhos na boca.
Já salvei gatinhos debaixo de uma pedra.
Já desci ruas gigantes e muito inclinadas sentada num skate cor-de-rosa.
E já calcei uns patins com umas fivelas que se amarravam aos sapatos.
Eu já joguei Spectrum. Aos jogos olímpicos, que para fazer um boneco correr depressa tinha de carregar muitas vezes e muito depressa em duas teclas até os dedos doerem.
E ainda sei a musica com que entravam os jogadores do Match day, um jogo de futebol que o meu irmão jogava sem parar.
Eu já fiz festas de anos onde se jogava basket, matraquilhos, às escondidas e ao bate o pé. E também onde se dançavam slows.
Eu já estive indecisa entre Cola-Cao, Suchard Express e Nesquik. E já estive incrédula porque num lanche na casa de um amigo me deram leite com açúcar e pão com banana.
Eu já tive um casio branco e delirava porque ele acendia uma luz. E tive umas doc martens azuis que nem no verão de 38ºC tirava.
Eu já cortei o cabelo curtinho, à rapaz só porque queria mudar.
Já tirei fotografias na escola com cenários de cascatas atrás.
Já fiz um revolução quando consegui que uma turma inteira fugisse das educadoras e corresse para um parque infantil do outro lado da estrada.
Eu já roubei gomas do supermercado depois dos treinos de ténis e levei raspanetes dos treinadores.
Já fingi que não vi pais de amigos meus para não ter de lhes ir falar. E corri só para fingir que estava ocupada.
Eu já tive medo, pânico de homens bêbedos e fugi para dentro de uma sapataria para não ter de me cruzar com um deles.
Já fui a melhor das raparigas a jogar baliza a baliza. E a única das raparigas a jogar aos cowboys.
Eu já fiz copias, e ditados. E listas de verbos. E já contei a tabuada toda pelos dedos porque não a queria decorar.
Eu já usei calças com joelheiras, só porque o meu irmão tinha.  Já gravei de desgravei vezes sem conta os mesmos desenhos animados numa VHS até que a fita riscou.
E já desenrolei várias vezes a fita que ficou encravada no vídeo e com o dedo, voltei a enrola-la na cassete. 
Eu já li a Bravo sem perceber puto de alemão. E já quis vestir cenoura por causa do ministars. E já me revoltei e achei incrível terem aparecido os Onda Choc a imitá-los.
Eu já tive 6, 9, 11 anos. E nunca mais vou fazer as coisas que fazia nessa altura.
E hoje tive um sonho onde me lembrei de quase tudo. 

Ideias vão e vêm #2

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Written on terça-feira, outubro 26, 2010 by Maria

Só para isto não ficar desfalcado.
De vez em quando sim, também me ponho a viajar na maionese e surgem coisinhas tão bonitinhas e  interessantes como:

Semáforos com televisão incluida.
E isto dava para vermos publicidade enquanto não fica verde.
Ou para transmitir aqueles filmes que estão resumidos em 1 min. sabem?
Ou para ver os golos do sporting.
coisas assim.

e é isto.

Ideias vão e vêm #1

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Written on sexta-feira, outubro 22, 2010 by Piero

Muitas vezes vêem-me ideias à cabeça. Algumas delas muito boas, a maioria simplesmente estúpidas. Mas como eu acho que o mundo tem o direito de as conhecer, sempre que eu tiver uma venho aqui escrever nesta rúbrica. E foi o que aconteceu hoje.

Ideia genial para poupar água no duche. A maioria das pessoas passa demasiado tempo no duche gastando muita água.

Porque não inventar um dispositivo, colocado perto do ralo, que contabiliza a água gasta ness duche. Quando chegasse a um limite justo, começava a apitar para parar o duche. Se a pessoa não parasse, aquilo lançava pequenas descargas eléctricas na água e lançava sons como "save the planet fucker!"

Ideia milionário :)

2ª feira dia 11/10 às 16:32

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Written on segunda-feira, outubro 11, 2010 by Piero

"Olá filhote. estamos em Shangai. Está tudo a correr bem. A noite aqui é loca. Existe uma zona tipo B A mas com mais classe. BJS"

Eu acho que os meus pais foram experimentar coisinhas divertidas...

São aqueles feelings.

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Written on sexta-feira, outubro 08, 2010 by Maria

Ainda bem que não deixei o carro no sitio do costume. O pobre coitado que estacionou lá, levou com uma arvore em cima e era uma vez um capot.

Vou-te mandar um texto por mail que Piccola escreveu.

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Written on segunda-feira, outubro 04, 2010 by Maria

Conheço uma pessoa que já foi gorda e agora já não é. Há anos que mudou os habitos de tal maneira que agora é viciado em ginásio. Mas tem fraquezas. Fraquezas e medos. Medo de voltar ao que era. Medo de voltar a sentir-se inseguro, diferente, indesejado. E nesses momentos, vai buscar um fotografia sua de antes. olha para ela e sabe imediatamente o que tem a fazer. Sente-se melhor, mais forte. E fica bem outra vez.
Também eu,( e posso aqui apostar que não só eu), tenho os meus medos, receios, inseguranças. Esses momentos de fraqueza. Não pelo meu peso. Por outros pesos. Que na verdade já foram muito pesados e agora são peso pluma. Também penso nas minhas decisões. E quando tenho medos, receios, fraquezas, se começo a pensar que não sei se foram as melhores decisões, se seria uma pessoa muito diferente agora sem elas tomadas, se estaria melhor ou pior, se aproveitaria melhor a vida, ou se isto é que é aproveitar, faço normalmente uma coisa, vejo aquilo que poderia ser a minha fotografia do passado, do antes. Leio um texto que escrevi um dia, que me saiu sem pensar, sem planear, sem rever, sem sequer saber porquê. Um texto que acabou por ser  lido pelo triplo das pessoas que imaginei, que quase mo mandaram por mail para "ler o que esta escreveu" e que sem eu saber, provocou o inicio da reviravolta que a minha vida viria a dar. E quando o releio e me revejo naquela altura, sei que agora, passado tanto tempo, é que estou mesmo bem.

Música para o inverno que já chegou

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Written on segunda-feira, outubro 04, 2010 by Piero

É daquelas para ouvir na sala, enquanto a chuva vai estragando a paisagem




A versão original é melhor, mas depois perdia esta melancolia de inverno.