Written on quarta-feira, novembro 19, 2008 by Maria
... realmente sabem o que fazem.
Apesar de para mim os prémios da MTV já terem perdido a magia (sim houve um tempo longínquo em que eu considerava que os VMA's eram os verdadeiros prémios da música) tenho que admitir que a MTV continua a saber fazer aquilo que se propõe: Um espectáculo para a TV.
Exemplo disso foi esta actuação brutal que fizeram aos The Killers nos últimos VMA's:
Written on sexta-feira, novembro 07, 2008 by Maria
Eu sei que o blog está a ficar cheio de vídeos e com poucos textos, mas sempre que vejo estas ideias geniais fico a pensar que adorava ter tido essa ideia antes ou apenas ter participado nesse projecto.
Written on quarta-feira, novembro 05, 2008 by Maria
Mas eu acho que o discurso de vitória do Obama é um dos melhores. É daqueles que vai ficar para a história:
Agora, quando é que os políticos portugueses vão aprender a não ler nem a usar ponto nos discursos? Reparem na força que tem ele estar a olhar directamente para as pessoas...
Written on quarta-feira, outubro 29, 2008 by Maria
Quase que aposto que as visitas à página da wikipédia onde se explica o que é o maniqueísmo, subiram a pique desde que começou a serie zé carlos dos gato fedorento.
Ele: Oh não ligues ele é tuberculoso? Eu: tuberculoso??!! Ele: Ai não é isso.. (coça a cabeça) É daqueles com a mania das doenças.. Eu: hipocondríaco? Ele: isso!
Written on terça-feira, setembro 30, 2008 by Maria
No meio das minhas pesquisas encontrei um livro do brasileiro Luís Fernando Veríssimo chamado "As Mentiras que os Homens Contam". É claro que o título me interessou, nem que fosse para ver o que ele dizia sobre nós. Foi então com agrado que li o prefácio:
Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. "Então vou ter que inventar uma história para a professora", querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. "Está bem, fica em casa estudando!" E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos agüentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.
A primeira namorada. Mentíamos para preservar nosso orgulho, certo?
- Não, não, eu estava passando por acaso. Você acha que eu fico rondando a sua casa o dia inteiro, é?
Mas o que vocês pensariam se nós disséssemos: "Sim, sim, não posso ficar longe de você, penso em você o dia inteiro, aqueles telefonemas que você atende e ninguém fala, sou eu! Confesso, sou eu! Vamos nos casar! Eu sei que eu só tenho 12 anos e você tem 11, mas temos que nos casar! Senão eu morro. Senão eu morro!"? Vocês se assustariam, claro. A paixão nessa idade pode ser um sumidouro. Mentíamos para nos proteger do sumidouro.
Outras namoradas. Outras mentiras.
- Eu só quero ver, juro. Não vou tocar.
Vocês não queriam ser tocadas, mas ao mesmo tempo se decepcionariam se a gente nem tentasse. Nem desse a vocês a oportunidade de afastar a nossa mão, indignadas. Ou de descobrir como era ser tocada.
Namorar - pelo menos no meu tempo, a Renascença - era uma lenta conquista de territórios hostis, como a dos desbravadores do Novo Mundo. Avançávamos no desconhecido, centímetro a centímetro, mentira a mentira.
- Pode, mas só até aqui.
- Está bem. Não passo daí.
- Jura?
- Juro.
- Você passou! Você mentiu!
- Me distraí!
Dávamos a vocês todos os álibis, todas as oportunidades para dizer depois que tudo acontecera devido à nossa calhordice e não à vontade que vocês também sentiam. Não mentíamos para vocês, mentíamos por vocês. Os verdadeiros cavalheiros eram os que enganavam as mulheres. Os calhordas diziam, abjetamente, a verdade. Não faziam o que juravam que não iam fazer, transferindo toda a iniciativa a vocês. É ou não é?
Mas isso tudo mudou, desgraçadamente bem quando eu deixei para trás as tentações do mundo e entrei para uma ordem (a dos monógamos). A revolução sexual, que um dia ainda vai ser comemorada como a Revolução Francesa, com a invenção da pílula anticoncepcional correspondendo à queda da Bastilha e o fim dos sutiãs ao fim da monarquia - e o termo sans culotte, claro, adquirindo novo significado - tornou o relacionamento entre homens e mulheres mais franco e desobrigou os homens de mentir para as mulheres para salvar a honra delas. Aliás, dizem que a coisa virou de tal maneira que hoje a mentira mais comum dita pelos homens é "Esta noite não, querida, estou com dor de cabeça". Não sei. Mas continuamos mentindo a vocês para o bem de vocês.
"Rmmwlmnswl" não significa que nós estamos fingindo dormir com medo de ir ver que barulho é aquele na sala. Significa que estamos fingindo dormir para que você vá ver com seus próprios olhos que não é nada e pare com esses temores ridículos, e se for mesmo ladrão nos avise a tempo de pular pela janela.
"Fiquei fazendo companhia ao Almeidinha, coitado, ele ainda não se refez" significa que a nova gata do Almeidinha só saía com ele se ele conseguisse um par para a prima dela, e nós fazemos tudo por um amigo, mas não queremos estragar a ilusão de vocês de que a separação deixou o Almeidinha arrasado, como ele merecia.
"Está quase igual ao da mamãe" significa que não chega aos pés do que a mamãe fazia, ou então que está muito melhor, mas que o importante é vocês não se sentirem nem tão ressentidas que decidam atirar o doce na nossa cabeça e depois se arrependam, nem tão confiantes que parem de tentar ser iguais à mamãe, e no dia que a gente disser que está sentindo uma coisa estranha bem aqui, só para não ir trabalhar e ficar vendo o programa da Xuxa, vocês não digam "Comigo essa não pega" e nos botem para a rua.
Como se provou aqui, nós, se mentimos, é sempre para o vosso bem! Posso dizer até que a mentira para nós é uma coisa penosa, mas a vossa felicidade compensa esse erro.
Portanto a próxima vez que reclamarem connosco por causa duma mentira qualquer, pensem primeiro a ver se vocês não foram as principais benificiadas por essa mentira ;)
Já agora quem se quiser aventurar na leitura deste livro, tem aqui o link para uma versão praticamente ilegível.
Written on terça-feira, setembro 16, 2008 by Maria
..porque eu não caso com o casamento e adoro as pessoas que me entendem.
Well done Chris!
"Marriage is tough, man. Marriage is real fucking tough. Marriage is so tough, Nelson Mandela got a divorce. Nelson Mandela got a fucking divorce. Nelson Mandela spent 27 years in a South African prison, got beaten and tortured every day for 27 years, and did it with no fucking problem. Made to do hard labour in 100-degree South African heat for 27 years, and did it with no problem. He got out of jail, after 27 years of torture, spent six months with his wife and said, «I can't take this shit no more!"
(Chris Rock)
Piccola Maria
Ps: Ju eu sei que estás farta dos videos e por isso mesmo deixei o texto por extenso. Quem é amiga?! :D
Written on quarta-feira, setembro 03, 2008 by Maria
E quem é Don Lafontaine? Conhecido como The Voice of God, ele emprestou o vozeirão para mais de 3500 trailers, anúncios, programas de televisão e todo tipo de chamadas.