Qual Roma!
Written on quarta-feira, julho 21, 2010 by Piero
Só para dizer que decidi dar jus ao nome do blog e vim para Roma!
Este post é-vos enviado em pela cità di Roma ;)
Baci!
Rima com "boa".
Written on segunda-feira, julho 05, 2010 by Maria
Sei de uma cidade onde o dia começa com luz. A melhor de todas. Com os primeiros carros, nas pontes que agarram as margens. Com os primeiros faróis a apagar porque já não é preciso. Com as chegadas ao trabalho.
Esta cidade, onde o dia amanhece em Alfama com roupa a secar à janela e conversas entre vizinhos, também amanhece em betão de 20 andares, com bons dias baixinhos a outros vizinhos. E sei que tem escadinhas e becos pequeninos de aldeia, ao lado de avenidas de faixas bus e semáforos de cor.
Sei que ali, se fazem viagens por entre castelos e colinas. Mas também por ruas de gente que avança que nem corrente forte em dia de maré alta.
Toma-se o primeiro café com o primeiro copo de água e a rua leva-nos a passo de mocassim e de stiletto. O dia avança.
O sol brilha nos cristais do alcatrão e nos carris que vão com ele. As ruas enchem-se de gente. No meio de muitos pés a calçada vai desaparecendo devagarinho. E do geométrico preto e branco, passamos a ver um cortejo de cores dos vários sapatos e ténis que pisam em vão este chão. Passo a passo ganha-se um ritmo. Esquina a esquina, curva e contra-curva e vê-se a vida a crescer na cidade.
Há cada vez mais gente, mais passeios, mais mãos dadas e sorrisos e mais olhos que barriga que é hora de almoço.
Hora de ir à tasca ou ao novo da avenida principal experimentar a nova cozinha experimental. E sempre de babete de papel para não levar nódoas à reunião.
Seguem-se mais passos, mais pneus e o asfalto a perder cor. Riscos amarelos cruzam os cruzamentos, rasgam o sinal verde, velozes nas vias, luzes rápidas nas estradas de 1ª e mais lentas nos radares de 2ª, sempre a circular. E de uma das janelas vêem-se passar gravatas e malas, gel e cabelos no ar, lenços no pescoço, óculos de sol de massa e da moda.
Vêem-se empresários e empregados todos correm porque não tarda e chega a tarde.
A tal luz a querer ir descansar, aguenta até percebermos que já pouco se vê.
E começa o espectáculo.
Quadradinho a quadradinho a acender um a um. Prédio a prédio num movimento crescente ilumina-se a si e pouco a pouco aos muitos quarteirões. Acendem-se de novo os faróis, porque agora é preciso. E devagarinho, acende-se a cidade.
É o voltar. O sair do trabalho. A cidade quer dormir, mas há sempre alguém a não deixar, num bairro que canta no seu alto, de copo ora na mão ora no chão.
Sei de uma cidade que não dorme e no entanto, todos os dias a vemos acordar.
(às vezes é preciso escrever coisas destas para sair uma campanha)
Piccola Maria
Volta Prima Vera!
Written on segunda-feira, julho 05, 2010 by Maria
O verão é bonito. O sol aquece. Vamos à praia. A roupa é mais gira. Coiso e tal. Mas não me lixem, 40ºC nem na praia se está bem!
Piccola Maria
Porque o tempo escasseia
Written on quinta-feira, julho 01, 2010 by Piero
E eu estou a dever um post a sério a este blog, deixo aqui uma inspiração para o que poderá ser um post meu em breve.
http://esperobemquenao.blogspot.com/2010/06/quero-ser-so-tua-amiga.html
Devo admitir que admiro o Alvim como apresentador de TV e rádio, mas acima de tudo admiro-o como escritor. Acho que é um gajo que escreve simples e directo. Não há cá rodeios nem coisas em aberto. É assim e pronto.
E tudo o que ele diz, ainda por cima, é verdade ;)
Limonada da boa
Written on quarta-feira, junho 23, 2010 by Piero
Ontem, depois de ter cometido umas ilegalidades digitais já que não vivo nos EUA nem no UK, vi este documentário no Hulu.com. Lemonade é um documentário sobre pessoas do mundo da publicidade que foram despedidas e que isso foi a melhor coisa que lhes aconteceu.
Há uma coisa gira em nós, seres humanos, que é ficarmos contentes quando sabemos que aquilo que sentimos e que pensamos que somos só nós, afinal as outras pessoas sentem-se da mesma maneira.
Foi exactamente isso que eu pensei quando vi estas pessoas falarem do dia em que foram despedidas. "Parece que levas uma pancada na cabeça", "sentes que falhaste", "sentes-te completamente inútil", "dizerem que tu não és necessário é a pior coisa que podes ouvir". Sentir o vazio, o acordar sem teres um sentido e um objectivo para esse dia são outros sentimentos que são comuns nos dias seguintes. Eu senti e todos estes publicitários sentiram.
No entanto o documentário dá uma visão completamente diferente da minha e de qualquer pessoa que eu conheça.
O primeiro passo que eu tomei quando fui despedido foi "ok, vou fazer tudo para encontrar outro emprego agora". Assim como eu, todas as pessoas que eu conheço fizeram o mesmo. É o normal. Mas este documentário foi buscar pessoas que não pensaram assim. Foi buscar pessoas que nesse momento pensaram "aqui está uma óptima hipótese de começar do nada! agora tenho todo o tempo do mundo e uma tela em branco. Posso fazer o que quiser".
E assim fizeram. Seja um que se tornou realizador, outro que fez café, outro que criou um site para ajudar pessoas desempregadas, outra que se tornou professora de Ioga ou outro até que mudou de sexo. No final a resposta é sempre a mesma "não, não voltaria por nada para a vida de agência".
O que realmente me inspirou no documentário foi a coragem de todos, como eu não tive e não conheço ninguém que a teve (por enquanto). Em vez de seguirem o que seria mais provável (irem à procura de emprego), aproveitaram a oportunidade para descobrirem algo sobre eles e terem uma vida muito melhor. Havia um que dizia que estava todo contente porque agora podia fazer 3 refeições ao dia!
Para mim o que ficou na cabeça foi a frase de uma senhora que disse "don't be the person who's out there looking for a job. be the person who's out there doing something interesting".
A lista quase 4 anos depois
Written on quarta-feira, junho 23, 2010 by Piero
Há mais ou menos 4 anos, escrevi aqui a lista de coisas que queria fazer antes de morrer.
É sempre engraçado voltar atrás e ver o que eu queria há 4 anos e o que quero hoje. Talvez mudasse algumas coisas meio parvas e adicionasse outras.
Entretanto é um bocado frustrante ver que já (só) fiz 5 das 49 coisas da lista.
Vendo pelo lado positivo, se eu fizer 1 por ano (que é a média agora) aos 71 tenho a lista completa e posso encostar as botas e sorrir!
Será?
Agora já se pode
Written on terça-feira, junho 22, 2010 by Maria
o divã lá de casa
Written on terça-feira, junho 15, 2010 by Maria
O meu Pai é psiquiatra. E exerce na ilha da MAdeira, uma região onde a primeira pessoa que precisa de análise, é o próprio presidente.
Para equilibrar a coisa, a minha mãe é psicoterapeuta.
Estar em casa com eles num domingo, podia ser um verdadeiro suplício. Porquê? Porque tudo, mas TUDO, era analisado.
Se eu me deitava no sofá a ver tv, o meu pai corria, sentava-se atrás de mim com um bloco e uma caneta na mão e dizia:
- Este é o teu espaço Maria. Falas quando quiseres, sobre o que quiseres.
E agarrava imediatamente no bloco, com a caneta a postos para tirar notas do que quer que fosse.
Se eu suspirava e dizia:
“oh pai, para lá com isso, não tenho paciência” via-o a escrever imediatamente qualquer coisa como: “conflito com o pai, complexo de Édipo mal resolvido.”
Se por outro lado, ao almoço me recusava a comer sopa feita pela minha mãe, o sermão que eu ouvia, nunca era sobre o quanto os legumes me iam fazer bem, mas sim sobre o quão aquilo era uma manifestação de agressividade latente para com ela e de como eu tinha de pensar na solução para resolver este problema.
Mas há mais, a relação com o meu irmão era a mais normal entre dois pré adolescentes. Sempre ao pontapé. Como é que isto era visto pelos meus pais? Simples, justificavam o nosso comportamento como sendo a descoberta da diferença cognitiva entre os rapazes e raparigas no seio da adolescência.
(Só mesmo) Freud explica.
Piccola Maria.
Eu sabia
Written on quarta-feira, junho 09, 2010 by Maria
Há uns tempos tive um feeling de que ia voltar a precisar deste espacinho.
Foi assim que tudo (re)começou.
E entretanto lá ficamos caladinhos. Sem nada para dizer. Nada para partilhar. Nada acrescentar.
Até hoje.
Caraças. Hoje tenho uma coisa para dizer. Ai tenho tenho! Foda-se o que eu odeio gente sonsa!!!
Ass: Piccola M.
E pronto
Written on sexta-feira, abril 23, 2010 by Piero
Aqui estamos nós de cara renovada.
Será que é uma nova leva para este belo blog?
O regresso
Written on sábado, abril 17, 2010 by Maria
Estamos a ver a joana, a angela, a raquel, a maria, o hugo e a tânia.
O hugo está diferente, digo eu, Piccola. (acho que ele já não se lembra de mim...)
Meu deus, a nuvem de cinzas... e como isto é parecido com quarta-feira de cinzas- (neste momento há um debate sobre quarta ou quinta ou ainda sexta de cinzas) (neste momento também existe agressividade com uma bater de porta da sala oposta).
Prevejo para este post, 0 comments!
"Não há vinho" suspira a tânia.
"mas há bebidas alcoólicas" dispara a maria enquanto toca romeo and juliet por the killers.
Entra a mariana desesperada efusivamanente a perguntar pelo vodka. (debate sobre a sexualidade do vodka... ou da vodka... como será?)
O caracter para amizade em chines está na sala do piero.
(estamos a debater os preservativos obama que estão na parede do piero) a michelle e a micheila causam hard times aos seus membros masculinos!
Este post que marca um regresso tão ansiosamente esperado pelos nossos dois leitores, (três eu, diz andré, namorado de piccola) foi escrito a duas mãos, mas vivido a quatro olhos (seis se considerarmos os óculos do piero como olhos) vai este momento terminar. Agora ponto. (redundancia portanto...)
(isto tudo enquanto a piccola ergue o seu vodka cola no ar e o piero pousa o seu vodka malandro laranja na esteira segundo a raquel, consola segundo o andre, esta merda segundo agente.)
A joana monteiro estava para ligar, mas a ju! não chega... portanto a joana monteiro não telefona a dar os parabéns... e com isto dizemos até breve meu Portugal!
Beijos e abraços
destes que tanto vos amam
e que rezam por vocês
todo o santo dia
Piccola Maria
e Piero!
(Voltámos, que bom!) :)
Ui
Written on terça-feira, setembro 08, 2009 by Maria
Maria um dia levo-te a jantar!
Written on quinta-feira, junho 18, 2009 by Maria
Mas não podes pedir nem arroz doce nem um pastel de nata!
Beijos e abraços
Piero
E agora mais um
Written on sexta-feira, junho 12, 2009 by Maria
Só porque sim
Written on sexta-feira, junho 12, 2009 by Maria
E porque hoje é feriado e ninguém trabalha. A definição de um best friend:
Beijos e abraços
Piero
Ode aos queixinhas que não o são
Written on terça-feira, junho 02, 2009 by Maria
As pessoas, de uma forma geral, detestam ver os outros doentes. Não porque a doença faz o outro sentir-se mal, mas porque eles agora vão ter menos atenção que esses que estão doentes. E então perante uma queixa, a resposta é logo “oh isso não é nada!” Mas é!
É o nariz entupido, ou a cabeça a doer e custa! Custa a dormir, custa a comer, a respirar, a pensar até. Por isso, não digam que não é nada porque é.
Ai, dói-me o corpo. “oh isso não é nada, é só uma gripe”. Então afinal é alguma coisa! É uma gripe! E uma gripe merece uma queixa e merece que alguém nos diga que nos pode fazer um chá e cuidar de nós nesses dias mais duros. Mas não, agora é moda desvalorizar, dizer que não custa nada, que não dói assim tanto, que só quer é mimo. E então? Mimo por acaso é mau, não podemos querer?
Eu quero poder queixar-me à vontade quando sinto alguma coisa mal. Se me dói a perna eu quero dizer que me dói a perna, sem que me respondam “oh isso não é nada.” Eu não quero que opinem sobre o que é a dor! Eu só quero que saibam que me dói a perna e que vivam comigo esse momento de dor ou dorzinha.. também o que é que interessa? Eu não quero é ter de medir as palavras só porque me vão dizer que o que tenho não é nada. Ainda por cima, porque sei que é alguma coisa. Se dói, dói. E se dói é alguma coisa. Deixem-me queixar à vontade, deixem-me partilhar o nariz ranhoso, o arranhão no dedo, a afta na língua. Eu também partilho todas as outras coisas boas, e essas ninguém diz, ah isso não é nada.
Hoje ardem-me os olhos, espirro de 5 em 5 minutos, tenho o nariz com o pingo e sinto que posso estar a ficar constipada, ou então é só uma alergia a qualquer coisa. Não interessa. Ai.. quero um chazinho. E tenho aqui uma nódoa negra na perna. É grande. Mas já não dói. Doía ontem. Já passou.
Piccola Maria
Muito bom
Written on terça-feira, maio 12, 2009 by Maria
Fez-me lembrar os míticos "Vai masé chamar a tua filha!".
Se toda a gente respondesse assim o pessoal do Call center teria uma vida ainda mais difícil
Beijos e abraços
Piero
ar fresco precisa-se.
Written on quarta-feira, maio 06, 2009 by Maria
Há um fenómeno no mundo do trabalho, que se bem lembro não havia quando estava no liceu nem na faculdade, e se acontecia na primária ou na creche não me lembro.
O que é facto, é que acontece agora, e acontece em todas as empresas, em todos os escritórios, em todos os consultórios, acontece em todo o lado, desde que haja pessoas a trabalhar.
Eu chamo-lhe síndrome do chato dos 40ºC
Porque há sempre um gajo que sofre deste síndrome. Trabalhemos nós com 50 pessoas ou com 4 pessoas há sempre um que se incomoda com o que normalmente agrada aos outros. Ainda não percebi como é o síndrome despoleta, não percebo se tem só a ver com a altura do ano, tipo febre dos fenos que só aparece na primavera, ou se é quando pode incomodar mais pessoas. Mas a verdade é que há sempre quem sofra deste mal e infernize a vida dos restantes, que é como quem diz, há sempre, mas sempre o gajo que desliga o ar condicionado.
É só chegar a Abril, Maio, para começar a chegar o calor e o cabrão aparece. Ai que tenho o narizinho seco. Ai que está mesmo aqui nas minhas costas e vou-me constipar.
E quem se lixa? Pois, são os que têm calor, muito calor.
Porque olhamos para a rua e as pessoas andam de t-shirt, top, saia, havaianas. Mais, na janela da minha agencia vêem-se as pessoas na praia.
Passa dos 27ºC lá fora e dentro estão à vontade 435ºC!! E o chatinho de sempre mal vê alguém a dirigir-se ao botão “ON” do A/C, vai logo atrás desligar.
É que nem avisa antes que o vai fazer, não diz nada, levanta-se quando a pessoa que o ligou se volta a sentar, e desliga de mansinho. E ainda volta como se não fosse nada e é capaz de nos perguntar se queremos alguma coisa do bar, “ um cafezinho, uma água?” Armado em gajo porreiro.
Mas há um dia que o apanhamos. Por acaso estamos atrás dele quando o vemos desligar o AC que acabámos de ligar e aí perguntamos “Porque raio queres que eu morra assada aqui dentro??” E a resposta seeeeemmmmpre a mesma. “Ai tenho frio nas costas” ou “sou alérgico, tenho o narizinho seco, nem consigo respirar” .
Ok, então bora lá todos desmaiar de calor, e transpirar que nem uns animais, bora pôr o gordo lá do fundo todo ensopadinho de suor, porque o teu narizinho está mais seco! E por causa de uma pessoa, 50 ficam a sofrer! Porque 50 pessoas, têm que respeitar o narizinho do chatinho, irritante e pedante. E isso não é fixe.
Eu imploro pelo fresquinho, pela ausência de cheiro a suor, e pela ausência de pele reluzente causada pelo suor, pelo fim das camisas dos homens molhadas, das bolachas perfeitas na zona do sovaco. Imploro!
Quem tem problemas com o A/C tem só de arranjar soluções: nariz seco = ir à farmácia comprar um hidratante nasal; nariz a pingar / alergia = ir à farmácia comprar Zyrtec ou outro parecido; friozinho nas costas, ai ai que me constipo = casaquinho nos ombros, laranja para reforçar a vitamina C e centrum. Custa alguma coisa?
Não.
Quem tem calor, não tem como resolver a coisa, não pode ir à piscina, nem tirar a roupa toda no trabalho, pois não?
Pois não.
Fica o recado dado.
Piccola Maria